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Últimas atualizações da comunidade
Ter, 06 de Dezembro de 2011 09:22

Impressões da oficina Design Commons

Por que iniciar uma discussão sobre Design Commons? Devemos nós designers fazer parte desse movimento de colaboração digital? Entre tantas outras perguntas em aberto, fato é que nós designers somos os últimos criativos a falar e publicar nossas obras utilizando licenças abertas como creative commons.

Durante a oficina realizada durante o festival Cultura.Digital.Br neste último domingo, nosso grupo de aproximadamente 40 participantes pode refletir sobre o tema e confabular formas com que Open Design ou Design Livre podem acontecer no Brasil. E a discussão foi ótima!

Dentre os desafios discutidos, ficou claro que o mito de que o designer deve ser a única fonte de criatividade num projeto faz com que designers tenham resistência de colaborar com seus designs via creative commons, já popular entre outros criadores como fotógrafos, ilustradores e músicos. Um exemplo disso foi relatado pela Renata Tonezi, uma das organizadoras da programação visual do evento e da ação Cartazes Colaborativos feita no site do festival. Ela contou que das 48 inscrições de cartazes entregues ao festival, nenhuma foi baseada em um remix de um outro participante. Outro fato interessante é que a maioria não entregou o arquivo em formato aberto, ou seja, em camadas para que pudesse ser editado. A maioria entregou um arquivo .JPEG o que dificulta incrivelmente o processo de remizagem, proposta inicial da ação.

Um desafio interessante também, mas muito mais simples de se resolver, é o fato de que as ferramentas de criação open source, alternativas aos famosos photoshop, illustrator etc...ainda estão pouco desenvolvidas e carecem de fácil usabilidade, dificultando seu uso em larga escala. Mas isso aos poucos vem se tornando menos um problema e a tendência é que o Gimp (alternativa livre ao Photoshop), o Inkscape (alternativa livre ao Illustrator) e outros programas open source de design fiquem cada vez melhores.

Mas por que Design Commons é importante? 

Ao meu ver, o livre acesso a construção de um produto permite ao homem adaptá-lo em benefício de si próprio e do planeta. Designs fechados dificultam o conserto ou a customização. E você, o que acha de tudo isso?

Segue abaixo a apresentação feita por mim durante a oficina do festival.

 

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Quem acompanha o nosso twitter tem visto alguns posts sobre o super festival que está acontecendo no rio este fim de semana, o festival CulturaDigitalBR.

E é com maior prazer que chamo a todos para participar da oficina Design Commons que acontecerá domingo no espaço multimídia no MAM. A oficina busca incentivar projetos abertos, aproximar os designers dos sofwares livres de desenho e dar continuidade à ação dos cartazes colaborativos do festival.

O encontro será uma ótima oportunidade de discutir as necessidades mas também os desafios de se colaborar em design. Abaixo algumas das coisas que faremos durante a oficina:

- Apresentação da proposta/Design colaborativo e participativo
- Debate/discussão
- Apresentação/demonstração dos softwares livres "Inkscape", "Gimp"
- Oficina para criação/remix dos cartazes enviados para o festival
 
A oficina contará com a participação da Renata Tonesi, da Luiza Peixe (que fizeram esse super convite!) e do Felipe "Juca" do Garoa Hacker Club e que também é desenvolvedor do Inkscape.
 
Oficina Design Commons
Domingo 04/12 - das 12h às 15h - Espaço Multímidia
 

 

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Venho desde o primeiro semestre de 2010, colaborando como professor de Conteúdo no Departamento de Artes e Design da PUC-Rio. Desde o início deste ano, tenho a oportunidade de ter mais uma aula junto aos alunos do terceiro período e para essa nova aula preparei uma apresentação sobre Design Livre. Durante duas horas, eu discuto com os alunos o processo colaborativo do Design Livre tentando mapear junto com eles pontos positivos e desafios dessa maneira de projetar. As aulas sobre Design Livre são sempre energéticas e polêmicas pois elas levantam questões ainda incertas sobre o papel do designer e o valor da ideia guardada a 7 chaves.

E você? o que acha disso tudo? Pode ser o Design, aberto e colaborativo?

Deixo abaixo a apresentação feita para os alunos, para reflexão e comentários.

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Qui, 20 de Outubro de 2011 11:19

Fotos e Vídeos do Workshop de Design Livre

workshop Design Livre na ESDI foi um sucesso, durante todo o sábado passado, discutimos as implicações de se abrir o processo de design trazendo os preceitos do Software Livre para o Design de produtos e interfaces.

Além de discutir as consequencias de se abrir o processos de design, foram realizadas dinâmicas de grupo em projetos práticos de design livre hospedados tanto na LETSEVO quanto na plataforma Corais. Os resultados da dinâmica do projeto e.Moped podem ser vistos no grupo do projeto, numa galeria cheia de desenhos feitos pelos participantes. Ao final da dinâminca, nós realizamos um exercício de desenho coletivo de uma bicicleta elétrica onde cada um podia contribuir com um traço, o resultado pode ser visto neste vídeo

Para aqueles que participaram, um grande obrigado pelo engajamento! Ao André Malheiro e ao corpo docente da ESDI, obrigado pela recepção e organização. Esperamos poder realizar mais workshops focados nesse tema tão novo e polêmico. 

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Ter, 11 de Outubro de 2011 08:56

Workshop sobre Design Livre no Rio de Janeiro

Acontecerá neste sábado na Escola Superior de Desenho Industrial, um workshop sobre Design Livre. Eu estarei junto com Frederick van Amstel da Plataforma Corais, discutindo as consequências e o potencial da aplicação dos conceitos de desenvolvimento de software livre no campo do desenho industrial.

O workshop é gratuito de existem poucas vagas disponíveis. Interessado? Entre aqui e faça sua inscrição: http://tinyurl.com/workshop-design-livre

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Seg, 26 de Setembro de 2011 09:26

Documentar ou não documentar, eis a questão

O tópico da documentação de projetos surge em qualquer discussão sobre desenvolvimento participativo. Durante a FAB7, muito foi conversado sobre a falta de documentação do processo de design, dos arquivos fonte e das descobertas feitas durante a criação. Ensinamentos sobre o processo de criação de software livre nos conta que o sucesso ou não de projetos open-source está intimamente ligada a participação da comunidade que está por sua vez intimamente ligada a qualidade da documentação do projeto.

A comunidade de hardware livre (open hardware) e a nascente comunidade de Design Livre (Open Design) ainda carece de um repositório de para catalogar seus desenvolvimentos, e é por isso que iniciativas como o Open Design Engine ou o Corais.org e a nossa Designoteca fazem sentido. Quanto mais a gente fomentar o catálogo das participações e a documentação dos projetos, mais pessoas irão participar e se beneficiar do conhecimento gerado dando a nós todos, mais chances de solucionar os difícil problemas de design que temos hoje em nosso planeta.

Por tanto, nós da Letsevo levantamos também a bandeira, documentar é preciso!

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Eu nunca liguei muito para o Android, o celular do Google, porém após assistir o vídeo da Google I/O desse ano, creio que isso irá mudar.

Na conferencia, o Google anunciou o lançamento de um kit de desenvolvimento de acessórios livres que irá permitir uma explosão de hacks e produtos integrando os celulares android a qualquer outro aparelho eletrônico. O mais legal nessa história é que o Google escolheu o já difundido projeto open source Arduino para basear seu design, fazendo com que as pessoas que já estão familiarizadas com o desenvolvimento na plataforma arduino possam rapidamente desenvolver extensões para o uso dos celulares Android.

Para quem se interessa vale a pena ler o artigo do Phillip Torrone contando mais por que isso é importante para o hardware livre e vale também assistir um pouco do Keynote da conferência. (apartir dos 36' a conversa gira em torno de open accessories).

Pode ter certeza que haverá muita inovação vindo desse gesto do Google e o melhor de tudo será um movimento livre!

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Ter, 10 de Maio de 2011 14:54

O que será que aconteceu com as mobiletes?

Talvez você não tenha acordado hoje fazendo esta pergunta mas de fato ela é importante: O que será que aconteceu com as mobiletes?

Num mundo em constante evolução movida a Segways e Audis R8, estes cada vez mais raros objetos de transporte perigam cair no esquecimento.

Em São Paulo, os integrantes do Tongnhas Mob Club ainda resistem e cultuam a mobilete reverenciando suas propriedades mais relevantes, a simplicidade de seu design e facilidade de manutenção:

“Mobi é igual a Fusca, com qualquer arame você conserta”, simplifica Taboca. Tanto que quase todos os 15 integrantes do clube sabem se virar muito bem ao sinal de qualquer defeito na magrela."

O depoimento acima, colhido pela revista trip retrata um cenário similar ao fusca e cada vez mais raro nos objetos modernos: a possibilidade de se reparar defeitos independentimente.

Tenho certeza de que a inpossibilidade reparar objetos modernos fomenta o descarte, o sucesso do modelo capitalista de produção mas também um problema crucial para a sobrevivência de nosso planeta. A nós designers e criadores resta repensar a forma com que produtos são projetados e montados, fomentar a troca de peças e LIVRE manipulação pelos usuários do DESIGN para que ele possa viver mais como as mobiletes do Tongnhas Mob Club. 

Inpirado pelo artigo Gangue da Mobilete escrito por Caio Ferretti da Revista Trip.

 

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